Shhhh be vewy vewy quiet, I’m hunting houses

Hoje fui ver uma casa. Era para ir ver duas mas o gajo da segunda cortou-se, disse que ia chegar atrasado a casa e portanto ficou para quarta-feira.

Era em Streatham e viviam lá duas portuguesas (comigo seriam 3), simpáticas mas mais velhas, com os seus 40 e qualquer coisa anos. A zona era muito bonita, tipo subúrbio ingles arranjadinho com árvores e isso; a casa era boa e o quarto que estava para alugar era espaçoso e tinha uma quantidade inacreditavel de espaço de arrumação. Mas não tinha sala (estava a ser usada como quarto), ficava um pouco longe do centro (já na zona 3) e não tinha metro, tinha comboio ou autocarro.

Apanhei o 133 que saía mesmo de Liverpool Street e ia lá ter quase directo passados 45 minutos. Pelo meio passou pela city, London Bridge, Elephant&Castle, Kennington, Oval, Brixton (já disse que estou fã dos autocarros londrinos?), tudo zonas bastante movimentadas e cosmopolitas onde as pessoas andavam muito depressa em direcção às suas casas ou onde quer que fosse que se dirigissem.

Viver com portugueses tem vantagens e desvantagens… por um lado podem ajudar-me com coisas tipicas de emigrante, por outro não faz uma casa lá muito internacional.
Uma delas era cabeleireira, natural de de Vila Franca, e já vivia em Inglaterra há muitos anos mas pela conversa notei que ainda ia passar temporadas a trabalhar em Portugal, não sei bem porquê, não perguntei. A outra tinha cá chegado há poucos meses e trabalhava numa pastelaria. A cabeleireira era muito faladora, disse mal de todos os outros sitios onde eu disse que tinha visto casas, disse que não valia a pena ter uma sala em casa (“as pessoas saem de manhã, chegam à noite, para que é que é preciso uma sala? Convive-se 5 minutos na cozinha de manhã ou à hora do jantar e pronto”), disse mal dos ingleses, que são preguiçosos e não querem trabalhar (“por que razão é que achas que há tantos estrangeiros aqui a trabalhar?”) e de repente vi ali uma emigrante de Leste em Lisboa a dizer a mesma coisa dos portugueses e não gostei. Disse também, quando soube de onde eu era, que gostaria de comprar uma casa na linha de Cascais mas “num sitio que não tenha muitos blacks”. LOL
As únicas coisas que tinhamos em comum era o facto de sermos portuguesas e mulheres. De resto estávamos em mundos diferentes. Elas são emigrantes, eu sou expatriada o que significa que elas querem trabalhar, poupar dinheiro e voltar para Portugal; eu quero divertir-me e ver o mundo. Para além disso, não sei se seria capaz de aturar aquela conversa preconceituosa de “nós somos melhores que eles”.
Portanto, talvez, como último recurso mas na realidade estou expectante em relação às visitas de amanhã, uma em Maida Vale (noroeste, zona 2, que toda a gente me diz que é uma óptima zona!) e outra em Canada Water (sudeste, zona 2).

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