A minha casa

Depois de ler varias atribulações da Tuga em Londres nas várias ocasiões em que teve que mudar de casa e depois a sua experiência na sua casa mais recente (concordo com ela quando diz que é difícil encontrar boas casas em Londres), também me apetece falar da minha casa, da qual gosto muito e tive muita sorte em encontrar!

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Maida Vale é uma zona fantástica. Calma, residencial, mas a 15 minutos do centro. Estou na Bakerloo Line (a linha castanha) que atravessa a cidade de norte a sul e também estou perto do Overground (a linha laranja) que anda a volta da cidade como um círculo e me leva a Euston onde apanho o comboio para Chester (quer dizer, para Euston vou normalmente de taxi que é às 6 e meia da manhã e não me apetece ir de transportes e a empresa paga; às sextas à tarde é que venho para casa de overground… às vezes…). À porta de minha casa tenho 3 autocarros e mais abaixo, na Edgware Rd, há carradas deles para todo o lado.

Assim de repente, acho que melhor, só St John’s Wood mais para Este, mesmo coladinho ao Regents Park e a Primrose Hill ou então Warwick Avenue mais para sul. Paddington Basin também me parece muito bem, com edifícios modernos envidraçados mesmo junto ao canal.

???????????????????????????????(Paddington Basin)

 

Isto, claro, para não falar de bairros finos tipo Mayfair, Belgravia, Knightsbridge ou Baker Street (só para dizer que morava na mesma rua que o Sherlock Holmes), vamos manter-nos nos bairros da classe média.
De certeza que haverá mais bairros bons na cidade (por exemplo, gostava de saber como é viver no southbank, zona em que adoro passear), mas como esta é a minha zona, é a que conheço melhor.

A minha casa é um T2, não muito moderno, se calhar precisava de umas renovações na casa de banho e nas janelas; não muito grande (mas couberam lá bem umas 20 ou 25 pessoas na house party!), mas ainda assim, muito jeitoso.
As torneiras do lavatório da casa de banho são separadas (quente e frio) o que faz com que lavar as mãos no inverno seja uma actividade muito rápida (a água fria, é muito fria, e a água quente escalda num instante); não tenho coisinho para segurar o chuveiro na parede da banheira (tenho que tomar banho sempre a segurar no chuveiro); vivo no rés do chão o que quer dizer que não posso ter a luz acesa com as persianas abertas porque senão vêm-me tudo para dentro do quarto e oiço os barulhos do trânsito que ainda é considerável porque o meu quarto está virado para uma rua principal; não temos varanda nem máquina de secar roupa o que quer dizer que temos que estender a roupa dentro de casa. E pronto, isto é o pior. (Ah, também não temos maquina de lavar loiça o que as vezes é trágico).
O prédio é dos mais discretos da rua, simples e sóbrio, mas ainda assim perfeitamente apresentável, feito com aquele tijolo vermelho escuro típico daquela zona, e tem um pátio interior relvado com árvores e bancos de jardim (assim mais ou menos como o ISCTE, o prédio faz um quadrado com o pátio no meio). Tem um probleminha que é – não tem número de rua, só tem nome do prédio (isto não é muito comum, mas acontece com alguns edifícios de Londres) o que as vezes é um problema para os taxistas encontrarem a casa, mas enfim.

Em termos de vizinhos temos um em cima que de vez em quando, quando o rei faz anos, gosta de tocar piano pela noite dentro. Temos duas vizinhas idosas no apartamento da frente (que a Aida achou que eram lésbicas no inicio mas que há umas semanas teve a confirmação quando as viu dar um beijo na boca) muito simpáticas que nos dias de sol levam as suas cadeiras para o pátio interior do prédio para aproveitar o bom tempo e de vez em quando aceitam as minhas encomendas da Amazon quando não cabem na fresta da porta destinada ao correio e não esta ninguém na minha casa para as aceitar.
Na noite da house party, com música alta até às 3 da manhã, ninguém nos veio dizer nada nem chamaram a polícia. A única coisa foi uma vizinha (uma das lésbicas) que nos veio pedir no dia a seguir à festa que limpássemos as beatas de cigarros à porta do prédio deixadas pelo pessoal que ia lá para fora fumar, pedido perfeitamente razoável na minha opinião e quem nem teria de ser feito que já estava nos nossos planos.

Sim, acho que tenho muita sorte com a minha casa em Londres.

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