Si vis pacem, para bellum

Sou uma crente no ditado “Se queres paz, prepara-te para a guerra”. Na biografia de Hitler que estou quase a acabar o autor refere a esperança que o ditador alemão depositou até à última hora nas fantásticas novas armas que os seus cientistas estariam a desenvolver, entre elas a bomba atómica. Felizmente para o resto do mundo, eles estavam muito atrasados no seu desenvolvimento, tanto que não o conseguiram até serem derrotados em Maio de 1945. O autor diz não ter dúvidas que se Hitler tivesse a bomba atómica à sua disposição, não hesitaria em mandá-la para Londres ou Moscovo. A quase nenhuma consideração que Hitler mostrava por qualquer ser humano (incluindo até pelo seu próprio povo, que recusou defender e proteger nos últimos dias da guerra, dizendo que se a Alemanha perdesse, era porque o povo era fraco e merecia morrer) faz-me concordar com ele.

A filosofia do dar a outra face é muito bonita e cristã mas não funciona quando uma bofetada é uma bomba.

 O RU tem armas nucleares, mais concretamente, o programa Trident, que consiste em meia dúzia de submarinos nucleares que a qualquer altura podem estar mais ou menos em qualquer lugar do mundo. O recém eleito líder do partido trabalhista, o marxista Jeremy Corbyn (é mais ou menos como se o Francisco Louçã tivesse sido eleito para secretario geral do PS), disse ontem que, se fosse primeiro ministro, não consideraria nunca o uso de armas nucleares. Ele ja vinha há muito tempo a defender o desmantelamento unilateral da capacidade nuclear do RU, a questão era que antes ele era só mais um deputado trabalhista a quem ninguém ligava muito, enquanto que agora e candidato a primeiro ministro.

Obrigadinha pá! O Putin deve estar a rir-se a bandeiras despregadas com essa tirada! Por ca, não ha muita gente a rir-se, excepto talvez os conservadores que genuinamente não sabem o que fizeram para merecer, semana após semana, todos estes tiros no pé dos seus adversários políticos. Eles nem sequer têm feito assim muito alarido, praticando o outro ditado muito engraçado que manda nunca interromper o nosso inimigo quando ele esta a cometer um erro (ou neste caso, a dizer baboseiras).

Felizmente, mesmo que ele esteja a falar a serio, acho que o pais não esta em grande perigo. Funciona um pouco como aquelas mães loucas que não querem vacinar os filhos mas não faz muito mal porque eles estão protegidos pela vacinação do resto da população: o “polícia do mundo”, os EUA, também tem a bomba e não tem medo de a usar e isso pode dissuadir o resto dos países que poderiam atacar a Grã Bretanha. Para alem disso ha também a NATO. Enquanto o resto do mundo estiver vacinado, nos por ca não nos devemos constipar.

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